Carvalhal de Vergaças, Serra do Gerês
Detalhes do registo fotográfico:
F/4
1/160 seg.
6 mm
ISO-100
Câmara Panasonic Lumix DMC-FZ8
As folhas que ainda há uns meses atrás pisei,
deixaram de existir.
Outras tomaram o seu lugar.
E vejo-as por toda a parte,
baloiçando ao sabor da brisa,
que vai soprando,
suave e fresca.
O cântico dos ribeiros
já não se ouve,
a sua fúria
amainou.
E o fiozinho de água
que percorre
escondido
o fundo dos vales,
mais não é que tímidas lágrimas
vertidas pelas fragas,
tristes por se verem
despojadas
do seu manto branco,
envergonhadas pelo pudor
da nudez
escancarada.
Paro.
O cansaço não é muito,
mas mesmo assim,
paro.
Paro e deixo o meu corpo tombar
sobre um colchão húmido e fofo,
almofadado
por ervas e fetos.
Texto e fotografia © Baltasar Rocha (Todos os direitos reservados)

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